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  Animais na Praia?

Durante os percursos pela praia podem ser vistos vários tipos de aves e de outros animais que direta ou indiretamente dependem do mar para a sobrevivência. Fragatas, batúias e biguás são encontrados com bastante facilidade.
Em determinadas épocas do ano, principalmente no inverno, podem aparecer nas praias diversos animais marinhos como: 

Pingüim-de-Magalhães
Spheniscus magellanicus
O adulto possui uma listra branca característica na lateral da face.
Espécie mais comum do gênero. Gregário e barulhento na colônia, mas tímido. Faz ninhos em buracos. Ocorre nas costas atlântica e pacífica meridional da América do Sul. Chega à costa do Brasil trazidos pela Corrente das Malvinas ou Falklands, oriundas da Argentina.

Trinta-réis, Andorinha-do-mar, Gaivotinha
Sterna sp.
Gênero que engloba algumas espécies, com pequena distinção de tamanho e coloração do bico, a maioria migratória. São espécies insulares marinhas, formando colônias reprodutivas em apenas determinadas ilhas. Duas das espécies de trinta-réis (S. maxima e S. hirundinacea) são consideradas ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo (Decr. Est. 42.838/98).

Gaivota
Larus dominicanus
Ave marinha comum e bem distribuída no hemisfério sul, conhecida pela ousadia de procura de alimento junto ao homem, em praias e barcos. Hábitos gregários, reproduzindo em colônias, na costa ou em ilhas.

Atobá
Sula leucogaster
Ave marinha comum, de coloração marrom e ventre branco. O jovem é todo marrom claro acinzentado. Alimenta-se num mergulho característico, quando recolhe as asas e projeta-se em velocidade na água, muitas vezes acompanhando embarcações. Hábitos gregários. Colônias reprodutivas em ilhas marinhas. Os filhotes são brancos.

Fragata, Tesourão
Fregata magnificens
Ave marinha de grande porte, adulto preto com rabo bifurcado, macho na época reprodutiva com grande papo vermelho. Ocorre nas áreas tropicais dos oceanos pacífico e atlântico. Hábitos gregários. Comumente observado acompanhando embarcações. Reprodução em colônias, em arbustos de ilhas marinhas.

Lobo-marinho
Arctocephalus sp.
Duas espécies ocorrem na costa brasileira: Arctocephalus australis e A. tropicalis, sendo de difícil distinção. A. australis é mais comum, sendo menor que o leão marinho, raramente atingindo 2 metros e 180 kg (1,5 m e 60 kg para as fêmeas). Os machos adultos são de coloração cinza-escuro e apresentam uma gjubah de pêlos longos semelhantes à do leão marinho. As fêmeas e machos imaturos são cinzentos no dorso e com a região ventral bem mais clara. Em novembro inicia-se a estação reprodutiva. Ocorre do litoral do RJ ao canal de Beagle, e deste à costa do Peru. Chegam às praias do nosso estado muitas vezes apenas para descansar.

Baleia Franca
Eubalaena australis
Aproxima-se muito da costa, principalmente no período de reprodução e criação de filhotes (junho a novembro). São dóceis e lentas. Podem ser identificadas à distância em dias de pouco vento pelo esguicho em forma de gVh, com uns 2 a 4 metros e altura, facilmente observável. Costumam ainda efetuar impressionantes saltos fora dfágua, principalmente os filhotes.

Toninha
Pontoporia blainvillei
A toninha é um pequeno golfinho facilmente identificado pelo pequeno porte (não atinge os 2 metros de comprimento e média de 50 kg de peso), gfocinhoh comprido e coloração marrom-ocre que vai clareando ventralmente. Indivíduos mais velhos vão ficando gradualmente mais pálidos e acinzentados. É comum encontrar indivíduos solitários, ou grupos pequenos, de dois a cinco animais. Não atinge grande velocidade (até 10 km/h) e alimenta-se de cefalópodes, camarões e peixes.

Baleia Jubarte
Megaptera novaeangliae
Também conhecida como baleia corcunda, atinge 18 metros de comprimento e quase 50 toneladas de peso. O corpo é robusto, de coloração quase negra, com uma área branco-acinzentada cobrindo toda extensão dos sulcos infra-mandibulares. A cabeça apresenta, na parte superior e ao longo da boca, várias protuberâncias. A aleta (pequena nadadeira dorsal) é bem característica. A cauda apresenta, no lado inferior, padrões de coloração variável com manchas brancas características para cada indivíduo, à semelhança da baleia franca. A alimentação é basicamente macroplâncton e pequenos peixes. Formam grupos sociais e a maturidade sexual só é atingida com cerca de 10 anos de idade.

Boto
Sotalia guianensis
Também conhecido como tucuxi, o boto difere dos golfinhos por ser menor e ocorrer em águas doces e salobras. Atinge 1,5 metros e 40 a 50 kg em média. Possuem apurado sistema de ecolocação, que permite a orientação e localização. São dóceis e apresentam intensa atividade social. Dentre as ameaças da espécie na região está a pesca acidental nas redes, redução dos cardumes de peixes, e a poluição e ameaça das hélices pelo intenso trânsito de embarcações.

Baleia Minke
Balaenoptera acutorostrata
Uma das menores baleias, atingindo um máximo de 10 metros de comprimento e 9 toneladas de peso. A cabeça apresenta formato característico, quase triangular.
As minkes são normalmente encontradas em grupos de 2 a 4 indivíduos. Atingem a maturidade sexual com cerca de 7 metros de comprimento. Nadam relativamente rápido: 25 a 30 km/h. Essa espécie ocorre em todos os oceanos do planeta.

Fonte:
HARRISON, P. 1987. Seabirds of the world. Princeton.317 p.
PALAZZO Jr., J. T. e BOTH, M. do C. 1988. Guia dos Mamíferos Marinhos do Brasil. Ed. Sagra.156 p.
Apoio técnico:
Biólogo Vincent Kurt Lo – IBAMA/Iguape.


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