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¤ UC's na Área do Pólo Lagamar
1 - Parque Estadual da Ilha do Cardoso
Criação: 03/07/62
Decreto Estadual: 40.319
Área: 22.500 ha
Formado por área coberta por Mata Atlântica, restinga
e manguezais localizados integralmente na Ilha do Cardoso, a mais
representativa em termos de biodiversidade do Complexo
Estuarino-Lagunar de Iguape-Cananéia -Paranaguá.
Sua superfície é constituída por uma porção
central formada por um maciço de rochas cristalinas, com vários
picos proeminentes e altura de até 900m. No seu entorno, há
planícies marinhas com trechos de cordões litorâneos
a leste e planícies de maré com ocorrência de
manguezais e dunas a oeste, na face voltada para a Baía de
Trapandé e Canal de Ararapira.
Por apresentar gradiente de altitude variando do nível do
mar até 900 m, a Ilha detém considerável
representatividade de ambientes da Mata Atlântica, com
cobertura vegetal característica das grandes altitudes, das
encostas e das planícies. Levantamentos botânicos
preliminares já revelaram a existência de 986 espécies
vegetais.
Na Ilha chove cerca de 150 dias por ano, com maior intensidade no
verão, perfazendo índices anuais superiores a 3.000
mm. Tais índices a tomam um importante fornecedor de
água doce para o complexo estuarino-lagunar.
O Parque é considerado um dos principais espaços de
abrigo para a proteção de animais silvestres, muitos
ameaçados de extinção ou em perigo, como o
jacaré-do-papo-amarelo, a suçuarana, a anta, a
jacutinga e o papagaio-de-cara-roxa. Ali se encontram cerca de 86
espécies de mamíferos e 458 de aves, sendo 22 em
extinção. Muitas espécies também usam
o local como área de descanso ou alimentação,
durante deslocamentos ou migrações. É o caso
de tartarugas-marinhas e de aves migratórias,
principalmente maçaricos, trinta-réis e gaviões.
Na área do Parque vivem comunidades tradicionais de caiçaras
em Itacuruçá, Marujá, Cambriú, além
de famílias ribeirinhas ao longo do Canal de Ararapira,
mantendo práticas costumeiras de construção,
agricultura e pesca de subsistência.
Na face norte, voltado para a Baía de Trapandé,
encontra-se o antigo CEPARNIC (Centro de Pesquisas Aplicadas em
Recursos Naturais da Ilha do Cardoso), agora denominado Núcleo
Perequê. Construído com objetivo de abrigar
pesquisadores e alunos, possui alojamentos para 50 pessoas,
laboratórios, sala de reuniões e outras instalações
adequadas ao desenvolvimento de cursos de educação
ambiental, estudos do meio e práticas ecoturísticas.
O Parque é administrado pelo Instituto Florestal da
Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
2- Parque Estadual Pariquera-Abaixo
Criação: 16/08/94
Decreto Estadual: 8.873
Área: 2.360 ha
Está situado integralmente no município de
Pariquera-Açu, à margem direita do Rio Ribeira de
Iguape e ao norte da Serra do Momuna. limita-se ao norte com o Rio
Pariquera-Açu, a sudoeste com o Ribeirão Braço
Pedroso e a leste e a sudeste com o Rio Pariquera-Mirim.
O relevo é de planície, com áreas de terraços
marinhos nas porções mais centrais e, no sudeste,
sul e sudoeste com depósitos sedimentares flúvio-lagunares
acompanhando os rios em uma larga faixa que abrange cerca de 30%
da área e permanece constantemente inundada. Nestes locais
são encontrados os grandes depósitos de turfa.
Na planície do Parque ocorrem dois tipos de floresta de
planície: o guanandizal, onde se forma adensamento homogêneo
de guanandis, e a vegetação de restinga, onde
predominam o araçá, o jerivá e o palmiteiro.
A fauna é rica, com presença de animais ameaçados
de extinção como a lontra, a anta e o
papagaio-de-cara-roxa, além de veados, tucanos, gaviões.
É administrado pelo Instituto Florestal.
3- Estação Ecológica
de Chauás
Criação: 06/02/87
Decreto Estadual: 26.719
Área: 2.699 ha
Considerada Reserva Estadual desde 1978, está situada no
município de Iguape. Apresenta terrenos sedimentares sob a
forma de terraços e planícies marinhas, flúvio-marinhas,
flúvio-lagunares e turfeiras, onde correm os rios Momuna e
Covuçu.
Ocupando essas diferentes formas de terreno, há florestas típicas
de planícies e de restingas, principalmente caixetais, ao
longo do Rio Momuna e guanandizais nos locais periodicamente
inundados, assim como vegetação paludosa sobre o
solo turfoso.
Possui fauna representativa das planícies, com ocorrência
de cerca de 220 espécies de aves e mamíferos entre
os quais lontra, capivara, mão pelada, e jacaré-de-papo-amarelo.
É administrada pelo Instituto Florestal.
4- Área de Proteção
Ambiental de Cananéia-Iguape-Peruíbe
Criação: 23/10/84
Decreto Estadual: 90.347
Decreto Federal: 91.892
Área: 202.000 ha
A criação dessa APA, pela extinta Secretaria
Especial do Meio Ambiente (SEMA), teve como objetivo proteger a
porção paulista do Complexo Estuarino-Lagunar de
Iguape-Cananéia-Paranaguá. Em seus limites ou
entorno coexistem diversas outras UCs como Parques (Intervales,
Carlos Botelho, Jacupiranga, Ilha do Cardoso e Turístico do
Alto Ribeira), Estações Ecológicas (Juréia-Itatins,
Chauás e Xitué) e APAs (Serra do Mar e Ilha Comprida),
e ainda Reservas Indígenas.
Abrange os municípios de Cananéia, Iguape, Ilha
Comprida , Itariri, Miracatu, Pedro de Toledo e Peruíbe, além
das Ilhas de Queimada Grande, Queimada Pequena, Bom Abrigo, Ilhote,
Cambriú, Castilho e Figueiras.
Junto ao litoral, estende-se por aproximadamente 200 km, desde
Peruíbe até o sul da Ilha do Cardoso, incorporando
praias, costões e um extenso sistema de baías,
canais e mares interiores, constituindo o complexo
estuarino-lagunar e várias ilhas.
No continente, inclui extensas áreas de planícies
costeiras com seus morros isolados e as Serras de Itatins, do
Bananal, serras no sul, oeste e noroeste de Cananéia e o
Maciço da Juréia.
A diversificação de relevo é acompanhada pela
quantidade de tipos de cobertura vegetal existentes. Há
vegetação de praia, costão, restingas,
florestas de planície, de encosta e nebular, manguezais,
onde vive uma expressiva fauna, inclusive animais raros ou muito
ameaçados de extinção como o mono-carvoeiro e
a onça-pintada .
É habitada por comunidades tradicionais que mantém
suas culturas e sobrevivem de atividades artesanais, como a pesca
e o extrativismo.
Dentre os muitos objetivos dessa UC, os principais visam proteger
e conservar os ecossistemas, as espécies ameaçadas
de extinção, as áreas de nidificação
de aves marinhas e migratórias, os sítios arqueológicos,
os recursos hídricos e as áreas remanescentes de
Mata Atlântica.
Sua importância foi reconhecida pela UNESCO como uma das
áreas mais produtivas do mundo.
É administrada pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e Recursos Naturais, com sede na cidade de Iguape.
5- Área de Proteção
Ambiental da Ilha Comprida
Criação: 11/03/87
Decreto Estadual: 26.881/30.817
Área: 18.923 ha
Essa UC, importante refúgio de recursos genéticos
das espécies marinhas, é composta por ecossistemas
frágeis onde se encontram núcleos de pescadores
artesanais que ainda preservam suas tradições
culturais.
Abrange a totalidade da Ilha Comprida, estreita e alongada, onde
ocorrem cordões arenosos, alinhados à costa,
intercalados por terrenos alagadiços formados pelo
afloramento do lençol freático, chegando a formar até
cursos d'água de maior porte como o Rio Candapuí.
Na face lagunar existem importantes formações de
manguezal banhadas pelas águas do estuário. Além
dessas, florestas de planície são encontradas nas
partes centrais da Ilha, com brejos de água salobra. Na
face leste, vegetação de dunas e praia.
Nas grandes extensões de caixetais e nas lagoas de água
doce abriga-se uma fauna singular chegando a ocorrer espécies
como a capororoca - um cisne de grande porte, originário do
Rio Grande do Sul, e o raro papagaio-de-cara-roxa.
Na praia ocorrem mais de 30 espécies de aves marinhas
migratórias , conferindo à Ilha o status de estar
entre as 4 áreas de maior diversidade dessas aves na América
do Sul. Também é uma das regiões de maior
incidência na costa brasileira, do lobo-marinho, sub-antártico.
Próximo à costa aparecem a baleia-franca austral e a
baleia-piloto-de-peitorais-curtas, o cachalote-pigmeu e golfinhos.
É administrada pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental
da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
6- Aldeia Indígena Rio Branco de
Cananéia
Ainda não homologada, nela vivem
índios guaranis. Localiza-se na região continental
do município de Cananéia, na Serra do Itapitingui.
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