» Programa de Biodiversidade
página inicial biodiversidade campanha mero › a espécie

¤ A Espécie

Os Meros pertencem à família Serranidae. Esta se dividi em 3 subfamílias com aproximadamente 62 gêneros e 449 espécies (Nelson, 1994). A subfamília Epinephelinae destaca-se com quatro gêneros, onde se encontra o gênero Epinephelus que compreende mais de 100 espécies distribuídas pelo mundo em águas tropicais e temperadas, com algumas entrando em estuários (Nelson, 1994). O gênero Epinephelus inclui as garoupas, Meros e chernes, parentes próximos dos badejos, diferindo destes pelo corpo mais robusto, não comprimido lateralmente e focinho menos pontiagudo (Figueiredo & Menezes, 1980). A espécie Epinephelus itajara (Lichtenstein, 1822) foi originalmente descrita como Serranus itajara Lichtenstein, 1822:278 (localidade tipo: Brasil) (Smith, 1971; Heemstra e Randall, 1993). A derivação do termo itajara não é clara. Sinonímias são baseadas em Heemstra e Randall (1993):

- Serranus mentzelii Valenciennes in Cuvier e Valenciennes 1828.
- Serranus galeus Muller e Treschel, 1848
- Serranus guasa Poey, 1861
- Serranus quinquefasciatus Bocourt, 1868
- Promicrops esonue Ehrenbaum, 1914
- Promicrops ditobo Roux e Collignon. 1954

A sistemática e distribuição das espécies de Serranídeos foram revisadas por Heemstra e Randall (1993). A classificação taxonômica da espécie segue:

Filo Chordata
  Classe Actinopterygii
    Super Ordem Acanthopterygii
      Ordem Perciformes
        Sub-ordem Percoidei
           Família Serranidae
              Sub-família Epinephelinae
                 Gênero Epinephelus
                    Espécie Epinephelus itajara

Nomes populares (Heemstra e Randall, 1993): Mero (Brasil); Goliath grouper, Jewfish (EUA); Cherna (México); Merou géant (França); Mero guasa (Colômbia); Mero sapo (Porto Rico).
Os Meros ocorrem em águas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico, da Florida até Sul do Brasil, por todo o Golfo do México e Caribe. É também registrado nas Ilhas Bermuda como Promicrops itajara (Smith, 1959, 1961; Ferreira Padovani e Maida, 1995 apud Eklund e Sadovy 1999). Esta espécie está também presente no Pacífico do Golfo da Califórnia até o Peru (Smith, 1971; Heemstra e Randall, 1993 apud Eklund e Sadovy, 1999). E. itajara é uma das duas únicas espécies do gênero Epinephelus ocorrendo em ambos oeste Atlântico e leste Pacifico. A ocorrência de E. itajara também é verificada no Atlântico Leste do Senegal até o Congo (Heemstra e Randall, 1993). Heemstra (1991) apud Eklund e Sadovy (1999) afirma que juvenis da espécie poderiam facilmente atravessar o canal do Panamá devido à tolerância da espécie a baixas salinidades verificada pela presença em estuários e mangues.
Costumam estar próximos de naufrágios, pilares de pontes, parcéis isolados e pontas de costões. Lentos, preguiçosos, nadam próximos a cavernas e tocas que consigam abrigá-los, e são dóceis e confiantes, deixando o mergulhador se aproximar bastante (Carvalho-Filho,1999). Na Florida são protegidos e transformam-se em atração especial para mergulhadores que não só se impressionam com sua beleza e tamanho, mas até brincam com eles, como animais de estimação (Carvalho-Filho, 1999).

Leia o texto completo ->
 Mero.doc (375KB)

topo | página anterior

© 2003 - Fundação SOS Mata Atlântica. Todos os direitos reservados.
› sobre o programa
- objetivos e parcerias
- linhas de ação
  - levantamentos
  - ed.ambiental
  - fiscalização
  - manejo
› projetos aprovados
- Centro Tuzino
- Viveiro de Mudas
- Projeto APP
- Campanha Mero
  - introdução
  - objetivos
  - a espécie
  - área de estudo
  - resultados esperados
  - portaria nº121
  - cartaz
» Ecoturismo/D. Sustentável
» Educação Ambiental
» Institucional
» Página Inicial



Fundação SOS Mata Atlântica