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¤ Polo Ecoturístico
do Lagamar II
Embora as etapas anteriores do projeto contemplassem o incentivo à participação da comunidade
no planejamento da atividade turística, as ações específicas direcionadas nesse sentido não tem sido realizadas de forma efetiva para o suporte à organização comunitária.
A região traz na sua história hábitos paternalistas. A população demonstra uma
postura passiva, à espera de soluções vindas de terceiros – governo, ONGs, universidades etc.. O poder público local às vezes alimenta, equivocadamente, este vínculo de dependência.
No caso do Lagamar
nem os governos municipais, nem a iniciativa privada demonstram ter despertado para o imenso potencial que a região oferece, tampouco para o
risco que a falta de planejamento e organização do setor, neste
momento de crescimento acelerado, representa.
Uma série de fatores, relacionados a seguir, tem influenciado o aumento do fluxo turístico para a região e reforçam a urgente necessidade de estruturação das comunidades receptoras no sentido de efetivamente se responsabilizar pela gestão municipal do turismo e articulação regional:
- a duplicação da rodovia Régis Bittencourt
(BR-116), a conclusão da alça de acesso, a instalação de sinalização indicativa inaugurados recentemente facilitam a chegada dos turistas provenientes tanto de São Paulo quanto do Sul do país;
- o aumento do fluxo turístico proveniente do Mercosul;
- a conclusão da ponte que liga o município de Iguape à Ilha Comprida e a inauguração da
ponte de acesso à Cananéia;
- a saturação do destino Litoral Norte, que tem gerado aumento na procura de novas localidades turísticas próximas à São Paulo, principal centro emissor do país.
O pioneirismo de um projeto como o Pólo Ecoturístico do Lagamar
acarreta responsabilidades que precisam ser compartilhadas por todos: poder público, iniciativa privada, organizações não governamentais e comunidade local. Sua
descontinuidade pode por a perder todo um esforço e investimento realizados em etapas anteriores, e até
gerar total descrédito e desmobilização. Portanto, esta nova fase do projeto pretende fortalecer os parceiros e seu comprometimento com o processo, criando condições de auto-gerenciamento do turismo sustentável.
¤ Objetivos
- dar continuidade ao projeto Pólo Ecoturístico do
Lagamar, analisando e sistematizando seu processo de desenvolvimento, atualizando os dados e informações regionais sobre o tema, promovendo ajustes no enfoque metodológico adotado e adequando-o à realidade atual;
- incentivar e apoiar o envolvimento das comunidades locais no planejamento e gestão do turismo sustentável regional;
- produzir e reeditar materiais informativos do projeto;
- promover a capacitação e divulgação aos diferentes setores da prática do turismo sustentável regional.
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