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Fase 2 - Projeto Observando o Ribeira


"Monitoramento da qualidade das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape, desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental, capacitação de atores locais ligados aos segmentos sociais e unidades de ensino, gestão participativa dos recursos hídricos e promoção da cidadania".

› A SOS e o Projeto Observando

A maior campanha de mobilização pela preservação de um patrimônio ambiental desenvolvida no Brasil foi o abaixo-assinado pela despoluição do rio Tietê, organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica através do Núcleo União Pró-Tietê, resultou em um compromisso entre o governo do Estado de São Paulo e as agências internacionais de financiamento durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), quando se deu início ao Programa de Despoluição do Rio Tietê.
Em 1993, dando continuidade às suas ações e atividades, o Núcleo União Pró-Tietê iniciou sua proposta de educação ambiental, formada pelos mais diversos segmentos sociais, envolvendo 55 municípios ribeirinhos da bacia. Isso desencadeou um processo participativo de integração com a comunidade e envolveu cada "grupo de monitoramento", transformando-os num agente multiplicador das questões ambientais no seu município. A base de trabalho foi definida a partir da setorização da bacia hidrográfica por sub-bacias como forma de interiorizar o projeto e descentralizar a atuação.
Esse período foi marcado por ações concretas em relação às questões ambientais, em específico às ligadas aos rios Tietê e Sorocaba. O envolvimento da comunidade permite simplificar o projeto, pois baseia-se no trabalho voluntário dos grupos e possui uma alta inserção nos meios de comunicação locais e regionais.
Com o desenvolvimento dessa proposta de educação ambiental, implementou-se uma forma inovadora de participação da sociedade civil na gestão ambiental, através da mobilização da população nos municípios. O projeto, viabilizou a participação da sociedade no monitoramento direto da qualidade das águas da bacia e intensificou o trabalho de apoio aos governos locais e comunidades ribeirinhas na discussão da política de recursos hídricos. Incentivou e apoiou o encaminhamento de soluções de problemas locais de meio ambiente, através da troca de experiências entre a população e os técnicos. Promoveu a interiorização da campanha de despoluição do rio Tietê e o resgate de aspectos culturais da comunidade ribeirinha. E, finalmente, disseminou informações essenciais para o acompanhamento e avaliação da política de saneamento do Estado de São Paulo.
O trabalho de Educação Ambiental e conscientização continuou deste então, se transformando posteriormente no Projeto "Observando o Tietê", que continua mobilizando Universidades, Escolas, Associações, Sindicatos, Prefeituras, etc., de todas as cidades da Bacia.
Hoje o Projeto "Observando o Tietê", está na sua terceira fase e se transformou em referência metodológica, desenvolvida pelo Profº.Dr.Samuel Murgel Branco, associado à proposta do Centro Interamericano de Dessarrollo Integral De águas y Tierras - CIDIAT, Venezuela cuja aplicabilidade está sendo estendida à várias outras Bacias no País, como pretendemos no Ribeira de Iguape.
O sucesso alcançado com o projeto Observando o Tietê, estimulou a duplicação do mesmo para mais duas Bacias Hidrográficas, onde o desenvolvimento da primeira fase do projeto "Observando", foi concretizada a partir da assinatura do convênio entre SOS e os agentes do FEHIDRO, e consolidou essa proposta metodológica de envolvimento da sociedade em relação às questões ambientais e dos recursos hídricos. O projeto de monitoramento foi aplicado nas regiões ribeirinhas dos rios Sorocaba e Médio Tietê, nas cidades compreendidas pela Bacia, com a constituição de doze grupos e nos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape, com a constituição de 39 grupos.

› Projeto Observando o Ribeira

A Fundação SOS Mata Atlântica, quando concebeu este projeto, o fez, espelhado nas experiências adquiridas com iniciativas semelhantes, aplicadas nas Bacias do Rio Tietê e Sorocaba e Médio/Tietê.
O Projeto então intitulado de "Observando o Ribeira" Projeto de Educação Ambiental através do Monitoramento da Qualidade da Água, referente a Bacia Hidrográficado Rio Ribeira de Iguape, foi apresentado, ao recém formado naquela oportunidade, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape, com a finalidade de ajudar a construção de um processo, cujo objetivo era formar uma vertente permanente de educação ambiental dentro das discussões sócio ambientais do Comitê.
O projeto Observando o Ribeira, talvez tenha sido, o primeiro projeto de educação ambiental aprovado nos Comitês de Bacia do Estado de São Paulo, no CBH-RB certamente o foi, e com toda certeza colaborou sensivelmente para destacar a educação ambiental, como prioridade nas ações e nos projetos do Comitê de Bacia na região.
Com o objetivo de ser um instrumento fundamental de educação, conscientização e participação de toda sociedade do Vale, na discussão de diretrizes e alternativas para a implantação de uma forma de gestão ambiental participativa, que propicie a descentralização das decisões e ações na conservação do Meio Ambiente e na resolução dos problemas enfrentados dentro da Bacia do Ribeira, o projeto infelizmente, por inúmeros problemas, levou aproximadamente 3 anos para tramitação e aprovação.
A Fundação SOS Mata Atlântica, assinou então em novembro de 2000, o contrato com o FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos, sob o número 189/2000.
Os trabalhos iniciaram em dezembro de 2000, com a formação e o treinamento de 39 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Cada grupo, recebeu um kit de análise, acondicionado em maleta térmica especial, em quantidade necessária a realização de 12 testes, com materiais apropriados para aferir os seguintes parâmetros: Oxigênio Dissolvido – (OD), Nitrogênio Amoniacal – (NH4), pH, DQO – Demanda Química de Oxigênio, Coliformes Totais, Fosfato – (PO4), temperatura e densidade.

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A Região Metropolitana de São Paulo possui
16 milhões de habitantes que produzem 12 mil ton. lixo/dia.
Na Região Metropolitana de São Paulo, 75% do lixo é enterrado em lixões, contaminando córregos e lençóis freáticos.
Na Bacia do Rio Ribeira de Iguape são produzidos
84,2 ton. lixo/dia, que são dispostos sem qualquer tratamento.

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