página
inicial › centro tuzino
› plano
de manejo sustentado
¤ Plano de Manejo
Sustentado
Para que possamos entender melhor esse processo,
vamos imaginar uma floresta com árvores de palmito de
diversos tamanhos. Se na primeira vez que essa área
for explorada cortarmos todas as árvores adultas, no
ano seguinte não haverá mais palmito, pois o
palmiteiro demora em média oito anos para crescer.
Restarão apenas pequenas mudas, sem chances de serem
aproveitadas. É preciso deixar algumas matrizes, ou
seja, "mães", que possam dar continuidade
à espécie. Agindo dessa forma, sempre poderão
ser encontrados palmitos na mata, o que assegura o sustento
financeiro das comunidades dependentes desse recurso a longo
prazo.
Através do plano de manejo é possível
explorar uma determinada quantidade de palmito, a partir de
um tamanho pré-estipulado, sem desequilibrar a
biodiversidade local. Elaborado por técnicos e
aprovado por órgãos ambientais competentes,
ele indica a forma, a escala e a intensidade de exploração
da palmeira em uma área, com objetivos e meios para
atingi-los.
¤ Pontos Importantes de um Plano de Manejo
- Diâmetro à Altura do Peito (DAP):
principal medida utilizada no plano de manejo. Trata-se da
largura do tronco de uma árvore na altura de 1,3 m do
chão.
- definição do Sistema de Corte: recomenda-se
cortar apenas palmiteiros com mais de nove centímetros
de DAP.
- inventário das plantas: identificação
do número de plantas de palmito existentes na
área a ser explorada.
- porta-sementes: número mínimo de plantas
capazes de repor naturalmente os estoques de palmito da
área explorada. Recomenda-se manter entre 50 e 70
plantas adultas por hectare, bem espalhadas, produzindo
sementes. Além de garantir a regeneração
natural da planta, a manutenção de
porta-sementes disponibiliza alimento para a fauna.
- estimativa da produção: cálculo,
obtido através de levantamentos, da quantidade de
palmito a ser explorada na área.
- intervalo de corte: tempo de espera para o crescimentos de
outras plantas de palmito.
¤ Comunidades Tradicionais e o Manejo Sustentado
Comunidades indígenas, caiçaras,
quilombolas, entre outras, aprenderam a lidar com a mata sem
destrui-la, através de experiências passadas de
geração para geração ao longo
dos séculos.
Ao explorar os recursos naturais, respeitam os ciclos da
natureza, relacionando, por exemplo, as fases da lua e as
estações do ano à colheita ou ao
plantio de alimentos. Integrar esses conhecimentos a
pesquisas cientificas é extremamente importante para
a manutenção, a sobrevivência e o
desenvolvimento dessas populações e,
consequentemente, para a conservação da
floresta.
topo
| página anterior
|